quarta-feira, 28 de abril de 2010
e vou aprendendo por-tu-guéiz...
"prá viagem" = para levar
"estampa" = padrão
"caixa eletrônico" = multibanco
"sussa" = tranquilo...
"Babado" = serve para quase tudo: encontros, comida, música, conversa
(e muito mais... vou tomando nota!)
segunda-feira, 26 de abril de 2010
ops...
é que foram dias muuuito intensos, believe me
o projecto continua a um ritmo (quase) alucinante (ou sou eu que ainda não me desabituei totalmente dos standards de vida de estudante...). os meus dias consomem-se em reuniões, entrevistas, slides, análises, pedidos de info, conf calls, relatórios, viagens de taxi e algum (cada vez menos) sono. pelo meio ficaram dois feriados (Tiradentes e S. Jorge) passados a trabalhar. foi o preço a pagar para ter um fim de semana em Búzios longe do e-mail... e valeu a pena :)
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Uma semana em cheio (com a visita do G.)
E planos para uma festa de anos em São Paulo daqui a dias...
sábado, 17 de abril de 2010
small talk, cab talk (II)
uns nunca falam, outros tentam a conversa de circunstância que interrompe o meu voo e só me consegue arrancar um par de monossílabos. outros lançam umas palavras intrigantes que me acordam... como este
ontem apanhei outro desses. interrompeu a minha discussão filosófica com o T. sobre o papel do estado na gestão dos bens comuns. era economista, brasileiro. vivia em França até ter vindo a crise de 2008. regressou ao Brasil para como ele diz "se capitalizar". "aqui é um país em que você pode fazer tudo. se você quer fazer um negócio, aqui é possível"
segundo ele, a corrupção no Brasil é mais democrática, na Europa (em Portugal) é mais elitista. "aqui é facilitadora... se eu quero parar meu carro aqui p'ra descarregar mercadoria, vou falar com o policia e a gente dá um jeito. na Europa, vinha logo a multa. no Brasil sempre se dá um jeito. por isso é que o país avança apesar de tudo, inclusive apesar de ter um presidente louco! o Brasil não é nem preto nem branco, é cinzento e é nesse cinzento que você tem que se mexer. as regras existem, mas todo o mundo as pode contornar p'ra fazer as coisas avançarem - se a cerca é alta passa por baixo, se é baixa salta por cima! e qualquer um pode, basta querer. e não tem que conhecer X ou Y ou ter o nome A ou B p'ra falar com o manda-chuva como lá em Portugal, aqui você vai directo a quem tá tratando do assunto e aí da um jeito. você faz a introdução - olha o que é que a gente pode fazer p'ra resolver isto - e aí ele te ajuda"
lições a reter...
quinta-feira, 15 de abril de 2010
"a gentchii já saiu da crisi!"

pois é, o Brasil está em grande forma. já é a oitava maior economia do mundo (aqui)
vive-se numa bolha de espectativas de crescimento impressionantes. a moral está altíssima (ou "é" altíssima) - definitely the place to be...
quarta-feira, 14 de abril de 2010
a trabalhar imenso...
just a few notes:
- jantei com a Xica no Oui Oui
- conheci um dos homens mais ricos do Brasil (a propósito de uma entrevistas que ando a fazer a investidores) - um "porreiro"! recebeu-nos de polo azul e calças brancas, sentado numa secretária que partilha com um empregado no escritório mais "básico" em que alguma vez entrei... as low profile as it gets!
domingo, 11 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
rio + & -
o som do mar
o calçadão
os morros
os sumos de fruta natural
-
o serviço dos hotéis
os hoteis
os taxistas aldrabões
os preços inflaccionados
sexta-feira, 9 de abril de 2010
o sol já entra pela janela :-)
1) o trabalho parece mais encaminhado (e eu também)
2) este fim de semana fico sozinha (e nem imaginam como me apetece estar sozinha!). vou fazer todas as coisas pendentes que tenho... trocar os calçoes do G., supermercado, shopping, etc
3) vou finalmente deixar o room service ao jantar e sair com a Xica, amiga da I. que está cá a passar uns dias no Rio
4) faz sol! e sol = praia, caminhadas no calçadão, chinelo no dedo, àgua de coco... hummm cidade maravilhosa
quarta-feira, 7 de abril de 2010
da praia ao centro

saio de Ipanema. o sol nasce atrás da pedra do arpoador. sigo pela avenida atlântica... "no mar estava escrita uma cidade" o Carlos Drummond de Andrade de um lado o Copacabana Palace do outro. percorro a baía de guanabara. o morro da urca e o pão de açucar cada vez mais ao fundo. as palmeiras e os edifícios de "outros tempos". chego perto do centro... igrejas antigas, palacetes neoclássicos, gente e barulho. o taxi pára. eu saio e subo ao 14º andar
terça-feira, 6 de abril de 2010
sobrevivi...
lucky me after all... enfiada num hotel durante todo o dia (e sem me queixar do ar condicionado)
-1
o jetlag ainda me maça
estranho o quarto
vejo defeitos em todo o lado
acho tudo caro, demasiado caro (como se continuasse a sair do meu bolso...)
tempestades
Capítulo III
nova latitude, novos desafios
os mesmos receios, a mesma necessidade de partilhar
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
ate ja
Caminante no hay camino
Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.
Nunca perseguí la gloria,
ni dejar en la memoria
de los hombres mi canción;
yo amo los mundos sutiles,
ingrávidos y gentiles,
como pompas de jabón.
Me gusta verlos pintarse
de sol y grana, volar
bajo el cielo azul, temblar
súbitamente y quebrarse...
Nunca perseguí la gloria.
Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar...
Hace algún tiempo en ese lugar
donde hoy los bosques se visten de espinos
se oyó la voz de un poeta gritar
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."
Golpe a golpe, verso a verso...
Murió el poeta lejos del hogar.
Le cubre el polvo de un país vecino.
Al alejarse le vieron llorar.
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."
Golpe a golpe, verso a verso...
Cuando el jilguero no puede cantar.
Cuando el poeta es un peregrino,
cuando de nada nos sirve rezar.
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."
Golpe a golpe, verso a verso.
freedom vs belonging

volto ao ninho após mais de dois anos de voos. perguntam-me qual o proximo destino, dizem-me que não me vou aguentar muito tempo por cá. não sei... talvez. sei que agora é aqui que quero estar.
nem de propósito, leio o artigo do The Economist que a minha amiga Inna me passou. acaba assim:
"But we cannot expect to have it all ways. Life is full of choices, and to choose one thing is to forgo another. The dilemma of foreignness comes down to one of liberty versus fraternity—the pleasures of freedom versus the pleasures of belonging. The homebody chooses the pleasures of belonging. The foreigner chooses the pleasures of freedom, and the pains that go with them."
acho que diz tudo...





