quarta-feira, 7 de abril de 2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

sobrevivi...

...ao "pior temporal da história do Rio de Janeiro: as chuvas bateram recordes e deixaram a cidade e o estado num caos, provocando dezenas de mortos, em números que iam sendo revistos em alta e que poderiam ainda aumentar devido ao grande número de desaparecidos."

lucky me after all... enfiada num hotel durante todo o dia (e sem me queixar do ar condicionado)

-1

primeiro dia de trabalho (a sério) do resto da minha vida...

o jetlag ainda me maça
estranho o quarto
vejo defeitos em todo o lado
acho tudo caro, demasiado caro (como se continuasse a sair do meu bolso...)

tempestades

o Rio recebeu-nos de cinzento
a internet não funcionava
o meu corpo acusava o jetlag

respiro fundo, again and again
afinal tudo isto não passa de um deja vu

Capítulo III

o blogue reabre mais cedo do que esperava

nova latitude, novos desafios
os mesmos receios, a mesma necessidade de partilhar

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

ate ja

comecei este blogue assim. termino com Antonio Machado. ate ja

Caminante no hay camino

Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.


Nunca perseguí la gloria,
ni dejar en la memoria
de los hombres mi canción;
yo amo los mundos sutiles,
ingrávidos y gentiles,
como pompas de jabón.

Me gusta verlos pintarse
de sol y grana, volar
bajo el cielo azul, temblar
súbitamente y quebrarse...

Nunca perseguí la gloria.

Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.

Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.

Caminante no hay camino
sino estelas en la mar...

Hace algún tiempo en ese lugar
donde hoy los bosques se visten de espinos
se oyó la voz de un poeta gritar
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."

Golpe a golpe, verso a verso...

Murió el poeta lejos del hogar.
Le cubre el polvo de un país vecino.
Al alejarse le vieron llorar.
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."

Golpe a golpe, verso a verso...

Cuando el jilguero no puede cantar.
Cuando el poeta es un peregrino,
cuando de nada nos sirve rezar.
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."

Golpe a golpe, verso a verso.

freedom vs belonging


volto ao ninho após mais de dois anos de voos. perguntam-me qual o proximo destino, dizem-me que não me vou aguentar muito tempo por cá. não sei... talvez. sei que agora é aqui que quero estar.

nem de propósito, leio o artigo do The Economist que a minha amiga Inna me passou. acaba assim:

"But we cannot expect to have it all ways. Life is full of choices, and to choose one thing is to forgo another. The dilemma of foreignness comes down to one of liberty versus fraternity—the pleasures of freedom versus the pleasures of belonging. The homebody chooses the pleasures of belonging. The foreigner chooses the pleasures of freedom, and the pains that go with them."

acho que diz tudo...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

and so I graduated

mais nervosa do que tinha imaginado e tão excitada como uma criança

respirei fundo, ajeitei o blazer fuchsia e subi ao palco.
caminhei a direito , ofuscada pelas luzes;
parei (a contrariar o coração)
sorri, agarrei o diploma com força e senti o flash como da primeira vez

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

olhem quem andou por cá esta semana...

Crónicas de Fontainebleau

por Laurinda Alves, Publicado em 17 de Novembro de 2009

Esta semana escrevo de Fontainebleau, onde vim fazer um curso de Empreendedorismo Social, no INSEAD. A minha turma tem pessoas de 40 países diferentes e eu sou a única aluna portuguesa. Os meus colegas vieram de pontos tão distantes como a Jamaica, a China, Madagáscar, a Índia, a Argentina, o Egipto, a Suíça, os EUA, o Brasil, o Kosovo e o Kuwait, e é fascinante aprender com a diversidade de experiências e percursos de vida. É impossível descrever no espaço desta coluna a intensidade de um dia de aulas ou o alcance da partilha sobre os projectos em que cada um está envolvido, mas cabe sublinhar aqui o enorme privilégio que é poder voltar à escola na idade adulta. Mais do que tentar resumir a substância dos cursos, vale a pena insistir na possibilidade de os políticos criarem oportunidades para que mais pessoas possam decidir livremente actualizar os conhecimentos nas suas áreas de especialidade ou adquirir novas competências. Tenho defendido publicamente que o programa Erasmus devia estender-se a mais pessoas e mais classes profissionais, e volto à questão por estar a viver um tempo absolutamente excepcional pelo "simples" facto de ter voltado aos bancos da escola - ou seja, por ter a sorte de poder fazê-lo numa escola onde circulam pessoas de todo o mundo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

fim de semana em Paris...


...a celebrar o tempo que passa

ja está quase aí

Thursday 17th December 2009

Fontainebleau campus

14:30 - Arrival of students and guests (3 guests maximum)

15:00 - Start of the graduation Ceremony

The Marquee

Guest of Honour: Sir Martin Sorrell

Founder and Chief Executive, WPP

18:00 - End of the ceremony

Cocktails

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Corsicaterapy

e lá fomos nós atrás dos últimos raios de sol a norte do hemisfério. 3 dias em casa da Aude no sul da Córsega...


últimas

última aula de GSM (Global Strategy and Management). Falámos de gestão mas também de vida; de estratégia e de filosofia...

sem "Energia" para que serve a "Matéria"?
como conseguir performance E progresso?
order is more critical than betterness... but hasn't betterness been threatening order?
flexiveis nós? only upwards... we are downwards rigid...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Oktoberfest 09

em Munique just like a true Bavarian... nós com dirndls, eles com lederhosens!



com direito a desfile...


cerveja (claro!)


e pretzels!


e os verdadeiros "Bavarianos"...



...e "Bavarianas"

a mais longa ausência

sim, a mais longa desde que comecei este blogue. não sei porque deixei de escrever.

será o facebook? os telefonemas mais frequentes para casa? as várias idas a Portugal? de certa forma parece que estou perto outra vez. parece que estou (quase) em casa...

ou será a companhia? o português por todo o lado? uma "nova vida" que pouco diferente é da "antiga"? de certa forma parece que esta é a vida de sempre, onde nada de extraordinário acontece, onde há confidentes a menos de 200km de distância, onde não há nada worth writing about.

vivo numa ilusão de normalidade, é isso. mas a minha vida continua a não ser em nada "normal"...


PS: (prometo, mesmo voltar a escrever - quero terminar o registo desta minha aventura internacional e transmissível)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

notes from Indo

Em Ubud num bungallow no jardim da casa do pintor Han Snel.

Places...
Casa Luna – pequenos almoços maravilhosos
Ary’s Warung – um tuna tartare de chorar por mais
Pelangi – tuna salad, free wifi, olaria local
Three monkeys - cheiro a café e rice fields
Ruas para compras e os jardins das casas e dos cafés

Out of Ubud...
Gunung Agung e Danau Batur (lago Batur)
Tegallalang
Pura Kehen
Pura Besaki

terça-feira, 29 de setembro de 2009

lindo

Birds on the Wires from Jarbas Agnelli on Vimeo.

fui jantar a Paris

5 girls, a torre eiffel e muitas histórias para partilhar

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

adoro...

...guiar de janela aberta
radio ligado
e o sol de outono a bater no tablier

sábado, 26 de setembro de 2009

quem quer visitar o INSEAD?

aqui estão dois vídeos imperdíveis: um tour ao campus de Singapura e um tour ao campus de Fontainebleau (eu apareço no de Singapura... muiiiito concentrada!)



o vídeo oficial dos 50 anos do INSEAD



ps: participação especial lol da minha colega Anna do Líbano

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

como vou mudando

novos hábitos (sempre que possível...)


descobertas: rambutan e mangosteen



velhos inimigos, novos amigos (e eu que os odiava....)


o classico no INSEAD...

...by VB

Went to INSEAD today sat in a BOR. Small group next to me was classic. The Italian monopolized 80% of the air time in an incomprehensible accent ("you know-ah, vat we say in Italy-ah"), the American kept talking about being "PC, dude...", the Dutch consultant wanted to make a matrix of the group's emotions. Meanwhile, the Asian sat quietly, solving the case. Unfortunately, it was in Japanese. Ah, the memories...


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

ontem à noite, a ir para casa,

vi um veado no meio da estrada... (é assim a vida na floresta!)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

lições

by Fernando Bartolomé (porque nas escolas de negócios também se fala de vida...)

Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.

(...) caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.

Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.

Caminante no hay camino
sino estelas en la mar(...)

Antonio Machado

life in the woods

a vida na floresta corre bem. não fosse o frio e eu diria que era quase perfeita! um campus maravilhoso, jantares e festas semanais para aliviar do stress de jobsearch, projectos novos, ideias de negócio e uma casinha no meio do nada mas ainda assim cosy e cheia de luz.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

different brands - different approaches

algumas lições das aulas de Brand Management

terça-feira, 8 de setembro de 2009

a minha online ID

I am digitally distinct! Visit onlineIDCalculator.com

"Congratulations. You are digitally distinct!
This is the nirvana of online identity. A search of your name yields lots of results about you, and most, if not all, reinforce your unique personal brand. Keep up the good work, and remember that your Google results can change as fast as the weather in New England. So, regularly monitor your online identity. That way, if something negative, such as an anonymous ad hominem attack on your character on a blog, crops up, you can address it quickly, before it gets out of hand."


vale a pena calcular o vosso... aqui

novidades


o INSEAD faz 50 anos. aqui fica em primeira mão um pouco da nova campanha publicitária

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

tea with the girls



já começaram as reunions chez mois. não resisto a juntar gente à minha volta. defeito de família?... talvez feitio... (com a mãe e avó que tenho acho que dificilmente seria diferente... bisoux para as duas)

Fontainebleau (e a vida no campo...)





photos by VB

vinha no caminho a pensar...

...que tenho totalmente negligenciado o blogue

roadtrip

1,500 km
17 horas
110€ de gasóleo (e mais 70€ de portagens)
9 paragens
5 cafés
4 litros de água

um jantar como dantes
e "as mãozinhas pequeninas e branquinhas" de sempre :-) ...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

o caminho que se segue...


Ver AVR - PAR num mapa maior

de carro até Fontainebleau com direito a paragem em Bilbao para um fim de semana com a I. e a D.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

ainda da China

entrevista a um dos empreendedores com quem falámos na BBC (em Julho). Aqui

uma semana...

...e o meu frances ainda não sai :(

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

aterrando

em Paris.

ja tenho...
casa
telemovel
cadeiras novas
e uma dor de cabeça insuportavel...

...só quero fugir! esta primeira semana de aulas está a dar comigo em doida

sábado, 22 de agosto de 2009

(...)

you realize change is happening when 1 out of 2 things you do are either the last or the first of many

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

daí

(artigo da Vanessa Rato sobre a Dança... para não esquecer)

E para onde vai a dança quando não estamos a olhar?
É imaginar pinturas a serem retiradas das paredes dos museus ou livros a sair das lojas e bibliotecas no dia da morte dos seus autores. É imaginar um poema a não voltar a ser dito. Na dança, é assim - com a morte, as luzes de cena começam lentamente a apagar-se. Nos últimos meses perdemos Pina Bausch e Merce Cunningham, dois gigantes. Alguém sabe o que vai acontecer às obras com que mudaram o mundo?

"É preciso amar a dança para continuar a dançar. Não nos devolve nada, nenhuns manuscritos para guardar, nenhumas pinturas para pendurar nos museus, nenhuns poemas para serem impressos e vendidos, nada a não ser aquele momento fugaz em que nos sentimos vivos. Não é para almas instáveis." Merce Cunningham

Primeiro foi a surpresa, o choque, depois veio o pânico, com a mesma pergunta a passar pela cabeça de toda a gente: e agora?

Afinal, a quem pertence e como se preserva um tipo de legado que, por definição, é imaterial, um património como a dança, que existe apenas no momento em que o corpo de alguém a recebe?
A dança é uma questão de apropriação e, por isso mesmo, de constante contaminação e transformação. Uma dinâmica de vida. O contrário de morte. E, contudo...

26 de Julho de 2009: Merce Cunningham, um dos génios maiores da transformação da dança numa forma de arte moderna, morre em casa, em Nova Iorque, aos 90 anos.

30 de Junho de 2009: Pina Bausch, a voz mais transformadora e influente da dança europeia das últimas três décadas, morre inesperadamente em Wuppertal, na Alemanha, aos 68 anos, apenas cinco dias depois de se saber doente com um cancro.

21 de Novembro de 2007: Maurice Béjart, o último grande coreógrafo dos revolucionários Ballets Russes e ele próprio um dos mais influentes autores da Europa das décadas de 1960 e 1970, morre em Lausanne, na Suíça, aos 80 anos, depois de um mês de tratamentos cardíacos e renais intensivos.

Todos eles. E antes deles tantos outros. Martha Graham, José Limón, Alvin Ailey, Kurt Joos, Dominique Bagouet... É a nossa memória a empalidecer, a desaparecer aos poucos, e tentar travar esse processo tem sido como tentar segurar um punhado de areia demasiado volumoso para a nossa mão. Tudo a escapar-se-nos por entre os dedos.

"A tragédia da dança é que 99 por cento das peças produzidas desaparecem passados cinco anos [sobre a estreia]", dizia-nos a historiadora de dança norte-americana Lynn Garafola há apenas três meses, por altura do centenário do nascimento do Ballets Russes, a companhia-revolução criada por Sergei Diaghilev na Paris de 1909. "Quantas peças sobrevivem a uma temporada? Como se passam reportórios quando as instituições estão permanentemente a colapsar?", perguntava-se Garafola. Foi depois que começaram as mortes.

Merce foi previdente e taxativo. Com cada vez menos energia, confinado a uma cadeira de rodas devido aos problemas de artrite que tinha há décadas e longe da figura alta e esguia de longo pescoço cuja invulgar graciosidade de movimento foi em tempos comparada à de Nijinsky, sabia que o fim estava próximo. Organizou tudo.

Dois meses antes da sua morte anunciou uma estratégia de preservação patrimonial sem precedentes. Um chamado Living Legacy Plan segundo o qual deverão ser angariados junto de mecenas oito milhões de dólares a aplicar em acções metodicamente delineadas: a elaboração de um centro de documentação do seu percurso dos anos 1940 à actualidade; a remontagem de trabalhos seminais; uma última digressão mundial da Merce Cunningham Dance Company ao longo dos próximos dois anos; o encerramento da companhia no regresso a casa, com um plano de reconversão de carreiras; e, por fim, a transferência de todos os bens para o Merce Cunningham Trust, que fica com a gestão do legado do coreógrafo.

"O Living Legacy Plan é abrangente, multifacetado e - como o próprio Merce - pioneiro. Oferece um novo modelo para companhias de dança e outras organizações dirigidas por artistas que estejam em trânsito para uma existência pós-fundador", dizia em Abril, Trevor Carlson, director executivo da Cunningham Dance Foundation.


Agora, sem Merce, há quem diga que vai ser difícil conseguir fundos para um projecto a três anos. Mas, com 3,5 milhões de dólares reunidos, os directamente envolvidos mostram-se (infundadamente?) optimistas. "A companhia já tem perspectivas e está confiante de que vai conseguir os fundos necessários", dizia-nos há três semanas Leah Sandals, assessora de imprensa da fundação.


Segundo Leah, os 14 bailarinos neste momento no activo estudaram com Merce e estão preparados para continuar a ensinar a sua técnica, dando continuidade a uma linguagem de excelência extrema, enraizada numa ideia de movimento puro, seco de qualquer teatralidade ou pesquisa psicológica. É a estes bailarinos que caberá também assegurar a digressão já em curso e que em Novembro chega à Europa, incluindo a apresentação de peças como "Suite for Five" (1956-1958), a mais antiga do reportório da companhia e com figurinos de Robert Rauschenberg (Mónaco, dias 14 e 15 de Abril) e "Squaregame", (1976), uma obra muito raramente vista, estando por remontar quase desde a data da sua criação (Charleroi, Bélgica, 12 a 14 de Novembro).


Foi o plano de Merce, o visionário que deixou tudo o que pôde - textos, registos videográficos de espectáculos, aulas, ensaios e até uma série documental a ser difundida via Internet em que as suas motivações e técnicas são explicadas quer em testemunho directo quer pela voz de especialistas.
Palavras dele: "É de facto um problema como preservar os elementos de uma forma de arte que é realmente evanescente, que é realmente como a água."


Como a água, pois: perante as sucessivas mortes, a conhecida crítica de dança Judith Mackrell encontrou palavras particularmente clarividentes para expressar essa espécie de evaporação em que a dança sistematicamente se dissolve: "É imaginar a situação em que as pinturas de [Robert] Rauschenberg ou [Francis] Bacon fossem descidas das paredes no momento da morte desses artistas; é imaginar a situação em que os romances de Saul Bellow fossem retirados das estantes ou a música de Stravinsky fosse silenciada. Nenhuma outra forma de arte aceitaria por um segundo que a morte [de um autor] implicasse a possível morte da sua obra."


Da criação ao reportório
Poderá parecer um exagero falar em silêncio perante um plano como o deixado por Merce, mas parece bem menos um exagero perante a incerteza que paira sobre o Tanztheater Wuppertal desde a morte de Pina. "A única coisa que sabemos é que vamos manter as datas agendadas", dizia-nos há dias Ursula Popp, porta-voz da companhia, explicando que "nada do resto está decidido".


Depois de semanas em que a companhia teve a sua página na Internet suspensa, nesta vê-se agora um plano de espectáculos até Julho de 2010. Segundo Popp, Pina não deixou qualquer testamento ou vontade escrita no que toca ao seu legado: "É difícil dizer. Ela sempre quis que [a companhia] continuasse, mas não havia qualquer indicação específica."


Entre os bailarinos, o francês Dominique Mercy e a espanhola Nazareth Panadero são os mais velhos, estando em Wuppertal praticamente desde a fundação da companhia, em 1973; conhecedores profundos das metodologias e motivações da coreógrafa, seriam sucessores possíveis. Mas à frente de quê? De uma companhia de autor feita de reportório? Para esse cenário, há o exemplo do Béjart Ballet Lausanne onde nos últimos dois anos tem assumido as rédeas o bailarino francês Gil Roman, que esteve ao lado do seu mestre desde os anos 1960 até ao fim.


"As novas peças serão assinadas por ele, como já aconteceu em Dezembro de 2008, e o reportório será uma mistura entre herança e novas produções", diz-nos uma porta-voz da companhia. No site, contudo, há datas marcadas apenas até Outubro deste ano - o que resta da companhia de um autor que nos últimos tempos era visto como pouco mais do que "kitsch" mas que assinou obras de referência como "Sinfonia para um Homem Só" (1955), o primeiro "ballet" de sempre a utilizar música concreta.


José Sasportes, historiador de dança próximo de Wuppertal, traça um quadro igualmente negro para a companhia de Pina: considera "bastante provável" que não resista à falta de novas produções, base primeira da sua subsistência. "Durante um ano, dois, é natural que o interesse do público se mantenha [em relação às peças antigas], até como homenagem [à figura da coreógrafa], depois, quando não houver 'tournées' [com novas produções], a companhia acaba."


Optimismo zero: na opinião de Sasportes, encerrada a companhia, das cerca de 40 obras assinadas por Bausch ao longo dos últimos 36 anos, o mais expectável é que apenas três subsistam - "Orfeu e Eurídice" e "A Sagração da Primavera", ambas de 1975 e ambas oferecidas à Ópera de Paris, cuja companhia Pina instruiu pessoalmente e que em qualquer altura as poderá ter em cena, e "Kontakthof", uma peça de 1978 que a coreógrafa foi montando com diferentes grupos de intérpretes de diferentes idades em diferentes cidades.


Quase quatro dezenas de peças votadas ao desaparecimento, incluindo verdadeiros marcos da contemporaneidade como "Café Müller", de 1978 e a única peça em que vimos Pina dançar, ou "Palermo, Palermo", de 1989, a primeira da longa série de peças sobre cidades que acabaria por incluir Lisboa, com "Mazurca Fogo", em 1998. Chocante? É o que tem vindo a acontecer desde sempre. Afinal, quantas peças de Marius Petipa chegaram até nós?

À frente do Teatro Mariinsky, o "ballet" imperial de São Petersburgo, entre 1871 e 1903, onde ensinou e dirigiu bailarinos míticos como Nijinsky e Anna Pavlova, Petipa assinou mais de cinquenta produções, trabalhos financiados com milhões de rublos pela corte russa, à época a mais rica da Europa. Se o "ballet" é hoje entendido como uma forma de arte russa é, precisamente, devido a Petipa, que resgatou da decadência a tradição francesa e italiana, elevando-a ao nível de excelência e de fausto que hoje identificamos como o apogeu do clássico. E, contudo, para além de versões de "Giselle", "Coppélia" e "O Lago dos Cisnes", remontagens de obras pré-existentes, dos trabalhos de Petipa o público de hoje identificará pouco mais do que "A Bela Adormecida", de 1890, "O Quebra-Nozes", de 1892, e "Raimunda", de 1898.

Mais: apenas uma excepção entre autores do século XIX - a constituída por August Bournonville, à frente do Royal Danish Ballet entre 1828 e 1879 onde coreografou cerca de 50 peças, das quais à volta de 12 continuam hoje a ser interpretadas pela companhia, uma das mais antigas do mundo.

É ainda José Sasportes quem alerta: "A história da dança sempre se construiu sobre o efémero, sempre se deitou fora o que se fazia. Até ao fim do século XIX o que interessava era o novo. Mas os coreógrafos tinham discípulos, mantinha-se o modo de fazer."

Começar do zero
Discípulos, uma tradição passada de geração em geração: era a lógica anterior à hoje omnipresente estratégia das companhias centradas num autor e seus produtores que, para conter custos, contratam intérpretes apenas no momento das novas criações; é a lógica que começou a morrer com as grandes companhias de reportório, uma figura hoje em extinção perante a carência de apoios. O tipo de carência que levou, entre outras, à dissolução do Frankfurt Ballet, fundado em 1984 por William Forsythe, talvez o mais brilhante dos coreógrafos que continuam a trabalhar e reinventar o vocabulário clássico.


Depois de 20 anos à frente do Frankfurt Ballet, em 2004 Forsythe entendeu que os cortes de financiamentos estatais com que se confrontava comprometiam irremediavelmente a qualidade do seu projecto artístico. Optou por abandonar a companhia, criando outra, a Forsythe Company, com apenas 18 bailarinos, contra os 42 com que o Ballet de Frankfurt começou e os 34 a que estava reduzido na altura da dissolução.

"O que lamento é a falta de continuidade numa estrutura que estava tão bem organizada", disse à época o coreógrafo. Explicando: "Ao longo dos últimos 20 anos, passaram pela companhia 130 bailarinos. O conhecimento foi passado. A quebra disso é devastadora."

Vera Mantero, uma das mais consideradas autoras da chamada Nova Dança Portuguesa, talvez o único movimento artístico português de grande impacto internacional, menciona uma das consequências mais desconcertantes da falta de passagem de conhecimento na sua área: a permanente sensação de se estar a começar do zero (perspectiva dos criadores); isso ou o sentimento cíclico de estar a viver um "déjà vu" tendencialmente mais pobre do que a experiência original, acrescentaríamos nós (perspectiva do público).
Uma simples biblioteca: "Quando fui para Nova Iorque [nos anos 1980], no fim, quando já nem estava a fazer aulas de dança, passava a vida na biblioteca de artes performativas do Lincoln Center, a ver todas aquelas peças fantásticas dos arquivos de vídeo. Não há transmissão de conhecimento, não há ensino sem este tipo de ferramenta. Desaparece tudo o que foi feito sem que as coisas novas fiquem também registadas."


Em Nova Iorque há o Licoln Center e a Public Library, em Paris o arquivo do Centre National de La Danse, com fundos que vão do espólio de Lisa Ullman, colaboradora de Kurt Jooss e Rudolf Laban, a material de coreógrafos de hoje como Jérôme Bel, o Fundo Rodolf Noureyev e o Arquivo Isabelle Ginot, sobre Dominique Bagouet. Em Portugal, o Fórum Dança tem tentado manter um pequeno arquivo videográfico de novas produções, mas que nem sempre consegue actualizar, sobretudo em termos internacionais. De resto, o registo de algumas obras importantes da história da dança contemporânea portuguesa pode estar definitivamente perdido. Como acontece com "Gust", de Francisco Camacho.

Estreada em 1997 e considerada como uma das melhores produções de sempre da dança portuguesa independente, "Gust" acabou por ficar registada apenas num plano geral de qualidade fraca, imagem de "régie" sem pormenores individuais e, em termos logísticos, a ideia de uma reposição, ainda que apenas para filmagens, é complexa. Para além dos custos, há que ter em conta os 12 anos entretanto decorridos: com a morte da bailarina Paula Castro, há dois anos e meio, dos restantes 13 intérpretes originais - os que mais facilmente retomariam o espírito da produção -, dois, os mais velhos, estão retirados, e, das duas bailarinas mais jovens, uma não deu continuidade à carreira que estava então a começar.

Um problema de memória
Quando fazemos as coisas nunca pensamos que elas vão se vão tornar história", diz João Fiadeiro. A Re.Al, a produtora deste coreógrafo, revela algumas das marcas da história de precariedade da dança, em geral, e da dança portuguesa, em particular. Em caixas fechadas há anos, Fiadeiro tem cerca de duas mil cassetes - sobretudo VHS e Hi8 - de ensaios, "workshops", conferências-demonstração e peças ("o próprio impulso de filmar foi pensar: o.k., não sei para que é que isto serve, mas se não existir não fica nada", diz o coreógrafo), só que muito desse material, correspondente a cinco ou seis anos de actividade até 1998, pode estar (talvez irremediavelmente) corrompido: ficou submerso quando o Tejo inundou o Espaço Ginjal, onde a companhia teve sede, e continua guardado desde então. Da mesma forma, ao longo do tempo "desapareceu quase tudo" no que toca a figurinos e cenários, nomeadamente com o encerramento do Espaço A Capital, no Bairro Alto, onde a 29 de Agosto de 2002 a polícia entrou e deu ordem de encerramento imediato alegando falta de condições de segurança do velho edifício onde uma série de estruturas tentaram criar um centro artístico multidisciplinar. Nesse dia, os responsáveis pelo colectivo teatral Artistas Unidos abriram a bagageira de um Honda Civic e enfiaram lá dentro o essencial - dossiers, computadores e impressoras. No fim entraram eles e arrancaram. A Eira, a Re.Al e os outros fizeram o mesmo.


"Se não preservarmos as coisas agora, de facto, tudo se perde. É o problema da não inscrição da história, um problema de memória. Eu acho que as minhas peças têm uma autoria, são do João Fiadeiro, mas pertencem também à comunidade. É um património colectivo. Não pensei muito no que acontece ao meu trabalho quando eu morrer; mais do que o que lhe vai acontecer quando morrer, interessa-me o que lhe acontece enquanto estou vivo. Porque mesmo que eu não morra, esqueço-me. É um património que acho que compete também às escolas, à universidade, manter, preservar. De preferência enquanto estamos vivos."

Em Maio, Francisco Camacho deu um passo nesse sentido, quando teve oportunidade de dirigir uma reposição de uma das suas peças iniciais com alunos do Fórum Dança - "O Rei no Exílio", feito para a Europália, em 1992. Tal como com outras peças - "Com a Morte Me Enganas" (1994), "Dom São Sebastião" (1996)... - havia elementos de cenário e figurinos já perdidos. "Eu próprio tive que a aprender a peça de novo, porque já não me lembrava", explica o coreógrafo, dizendo ser um trabalho que considera não fazer sentido retomar ele próprio como intérprete: "Já não tenho idade, não tenho a energia jovem nem o perfil."

É outro problema que se levanta: a relação umbilical entre a linguagem dos coreógrafos e bailarinos contemporâneos e o seu próprio corpo e história ou a fisicalidade e bagagem referencial dos seus cúmplices. Ao contrário do que acontece com o clássico, com vocábulos específicos, que podem ser treinados todos os dias, passados 100 anos sobre o nascimento da dança moderna, a maioria dos autores de hoje usa nas suas criações um cruzamento extremamente multifacetado e idiossincrático de linguagens, um universo que acaba por ter mais a ver com uma posição na arte e no mundo do que com uma tradição propriamente dita.

Martha Graham, Cunningham e Limón desenvolveram técnicas de movimento. Já não é o caso de Pina, a quem devemos esse extraordinário facto de os bailarinos terem ganho voz, falarem e cantarem em cena. Não é também o caso da maioria dos autores portugueses. José Sasportes compara, aliás, Vera Mantero a Isadora Duncan, de tal forma a sua linguagem é pessoal: "A Vera é ela, aqui. É um caso de destruição natural."


É também, contudo, um caso raro de preservação de material: "Mantenho até todas as cassetes de ensaios, dos processos de trabalho. É impensável, para mim, apagar, gravar por cima. Tenho a noção de que vai ser preciso perceber como se chegou ali, saber porque é que [uma peça] existe assim. Cadernos, notas... Guardo tudo. Até diários de adolescência: têm coisas que são já a formação de ideias para o que queria fazer."

Tudo ali. E, contudo, será material morto se ninguém o retomar. Martha Graham costumava dizer: "Nenhum artista está à frente do seu tempo. Ele é o seu tempo; são os outros que estão atrasados." No caso da dança é fundamental que não nos deixemos atrasar demais. Ela não fica à espera. Foi.

sábado, 15 de agosto de 2009

back to Bali

volto a Bali hoje. Lombok foi uma desilusão...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

island hopping

Bali - Gili Air - Lombok (and on sunday back to Bali)

tudo a correr lindamente. de mochila as costas e sacos em todas as mãos. a saltar de ilha em ilha. a desesperar com os preços e as enchentes da época alta. a mergulhar em água transparente. a descansar em frente ao mar. a andar de carroça puxada a burro e a sobreviver a 2 semanas sem internet.

PS: cheira-me que serão as minhas últimas férias totally backpacker style... vou aproveitar...

sábado, 8 de agosto de 2009

Gili Islands


I'm here

em Ubud

paragem de dois dias antes de continuar para Lombok. a Pia esta doente (mas os medicos ja asseguraram que nao 'e gripe A... ) por isso opt'amos por ficar uns dias aqui em Ubud a descansar. 'e epoca alta e esta tudo lotado, carissimo e cheio de turistas grhhhh...

como nao queremos deixar a Pia sozinha, temos ficado aqui na piscina do hotel a ler e descansar. de manha demos uma volta a vila que nao fosse a "contaminacao" do turismo era simplesmente um paraiso. ainda assim, os rice fields na parte de tras das casas sao um sonho... vou ver se aproveito tambem para tirar umas fotos

a moral nao 'e, como podem perceber pelo tom deste meu post, muito alta... espero a partir de amanha nas Gili entrar mais no mood ferias...

bjs

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

finalmente de férias

(que atrevimento!)

a Pia e a Ines apanharam-me no aeroporto e passámos a primeira noite em Bali. amanhã os planos são seguir para Lombok (outra ilha aqui ao lado).

o acesso à internet é difícil por isso não prometo grandes posts... mas no news is good news!

até breve

Porquê o INSEAD?

no seguimento do pedido que me fizeram para publicar o meu profile no site da escola, tive de responder a uma serie de perguntas sobre a experiencia do MBA. faltava-me tempo e inspiração e por isso discuti algumas com o G. uma das respostas que ele me deu foi brilhante - de tal forma que não consegui arranjar outra melhor! Aqui fica...


What do you think an INSEAD MBA gives you that other MBA's don't?
I cannot resist borrowing what one of my INSEAD colleagues told me one day. His words summarize perfectly what I believe makes INSEAD unique: “I cannot think of a better way to discover and experience the World other than coming to INSEAD. You can travel your entire life or you can aspire to a career at the UN. Still, being here is the only way of having a global perspective in such a short period of time. At INSEAD, you find a rich and complex sample of what the World is like”

último

hoje disse "inciid, please"** pela última vez...


**para os que não sabem (imagino que quase todos os que por aqui passam), os taxistas aqui em Singapura têm um inglês sui generis - o que nós chamamos singlish. basicamente é uma versão oral do Inglês, mais simples (só verbos, nomes e adjectivos) e com uma pronúncia quase indecifrável. "insead" aqui é "inciid"...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

ai, ai a minha vida...

15 dias em Portugal
  • beijinhos (e pouco mais) a tios, primos e avós
  • abraços (e alguma conversa) à G., à A. e ao D.
  • mimo (e descanso) chez mes parents
  • research & writing para o meu próximo projecto (ainda segredo... hope it goes well!)
  • cartas, contas e IRS (e deste ultimo nem quero falar...)
  • praia, peixinho e brisa de verão (a matar saudades do sul...)
  • mapas, guias e contactos (a planear a visita da minha amiga I. a Portugal nas próximas semanas**)
o regresso (casi forçado) ao sudeste asiático
  • 3 escalas, 2 dias perdidos sem dar conta e o pior jetlag de sempre
seguem-se
  • 4 dias de writing e editing aqui em Singapura (para o tal projecto...)
  • 2 semanas na Indonesia (Bali, Lombok, Flores...) com a Pia e a Inês
  • e o regresso directo a Fontainebleau para o início do P4 no dia 24 de Agosto

uff...

**A I., russa, minha amiga do MBA, vem passar uns dias a Portugal (depois de a convencer a incluir o nosso belo país no seu roteiro de Verão) mas como não vou estar cá, tinha obviamente de deixar tudo preparadinho para que se vá embora a ADORAR Portugal!

conclusão: 2 semanas em Portugal...

...nao dão para nada!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

ja saiu a nova brochura do INSEAD...

...vejam lá se reconhecem alguém aqui

e já agora aqui fica o vídeo do MBA

de volta a casa ;-)


sábado, 18 de julho de 2009

quarta-feira, 15 de julho de 2009

ultimo

saio daqui a uma hora para Frankfurt - aterro em Lisboa amanhã as 11h30am

deixo uma mala que não consegui encaixar em lado nenhum (mais sucateira que eu não há...)

beijos

terça-feira, 14 de julho de 2009

surpresas

no publico

http://ipsilon.publico.pt/musica/texto.aspx?id=236065

vejam la se conhecem...

andancas

hanoi - ha long bay - bangkok - phuket - phi phi islands - singapore...

(mas nao paro aqui... hoje 'e o penultimo dia no Sudeste Asiatico antes do regresso a casa)

chego a lisboa no dia 16 de manha

sábado, 4 de julho de 2009

sexta-feira, 3 de julho de 2009

censura

pois, na china o meu blogue estava censurado. de regresso a singapura (por um par de dias) prometo actualizar o blogue

sexta-feira, 26 de junho de 2009

a vida em 80 kilos... (e um par de malas)

estou já no aeroporto a caminho de Pequim. depois disto só regressarei a Singapura para escalas. enchi malas e caixotes, pus 6 meses de vida num barco a caminho da Europa. mais uma vez é a hora do adeus. fechar a porta a esta outra casa e prosseguir caminho...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

para a minha querida prima Diana

recebi o convite para o casamento mas infelizmente não vou conseguir chegar a tempo... ;-( daqui do outro lado do mundo vai um beijinho enorme com votos de que sejas muito feliz (ah, e quando voltar quero ver essas fotos!)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

ultimas licoes - II

a proposito das diferencas culturais e do impacto na forma de fazer negocios no mundo...

Anglo-Dutch Translation Guide

ultimas licoes - I

ultima aula de macro. o adeus do Jean Boivin ao INSEAD meses antes de se juntar ao Bank of Canada. um par de licoes que nao se esquecem, um sentido de humor apurado, uma dedicacao imensa 'a anti-ciencia que 'e a economia. foi um privilegio conhece-lo, ouvi-lo falar do mundo (deste mundo). sem duvida um dos pontos altos deste MBA (ate porque nao 'e todos os dias que se tem a sorte de conhecer um discipulo do Bernanke...)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

last escape before the end of P3


estou de saída para o meu último short break antes das aulas acabarem (depois só falta a viagem à China, o regresso a Singapura via Laos e Tailandia e o voo para Portugal!)

Na proxima semana já tenho exames, mas consegui despachar os trabalhos de grupo que tinha para fazer e por isso antes disso ainda consigo ir uns dias para o Vietnam - Hanoi & Ha Long Bay... é aqui que eu vou estar!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ballet again (mas desta vez fui a "Joca" de servico...)

(ainda em relacao ao video...)

sim Toxa, estou mesmo ai onde me viste! ehehehe nao consigo passar despercebida!

terça-feira, 16 de junho de 2009

nem só de negócios sabem os alunos de MBA...



...Bollywood Dance performance at the annual INSEAD Cabaret

quinta-feira, 11 de junho de 2009

endeavors de amigos

passo a palavra... negócios, talentos e montras das artes de alguns...

OAK - branding consulting (criatividade a cargo do meu querido inquilino João PC)

QIDO & outros - o portfólio online da maria joão arnaud... lindo!

Maquina - o portfolio online da CS com registos dos trabalhos ainda de BCN... good memories ;-)

de regresso

voo para Portugal marcado para o dia 15 de Julho!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

vistos, voos, agencia, quartos, transfers, comissões, passaporte, embaixada

a minha vida nos últimos dias... preparar uma viagem à china é uma dor de cabeça (pior ainda quando 1) estamos fora e a embaixada mais próxima é em Bangkok 2) viajamos em grupo e temos de nos coordenar 3) metade do grupo está em Fonty, metade em Singapura e o professor em Pequim)

anyways, parece que depois de hoje já vou conseguir relaxar. a Sra da agencia (para onde já liguei trinta mil vezes, garante-me que o meu bilhete já está emitido (promoçao especial da Singapur Airlines que acabava ontem....) mas ainda não recebi email nenhum com a confirmação e e-ticket! bem, vou ter calma e acreditar que vai tudo correr bem....

China, aí vou eu!!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

back

lá acabou uma das semanas mais intensas deste MBA (uff...)

no início achava que o P3 ia ser mais relax... sim, sim - de relax não tem nada. 6 cadeiras - 4 créditos no total

2 cadeiras obrigatórias: Macroeconomics e International Political Analysis (aka IPA). é preciso fazer os readings, preparar as aulas e quase todas as semanas reunir com o meu grupo para resolver 1 ou 2 casos práticos. o professor de macro, supostamente é uma promessa no mundo da economia... stay tunned. IPA, é simplesmente uma seca...

2 cadeiras optativas full credit: Negotiations e Strategies for Asia-pacific (aka SAP). as minhas preferidas! em Nego todas as semanas é distribuído um caso com vários papeis. depois, fora das aulas, temos de fazer a negociação com a contraparte que nos calhou e no fim fazer o debrief (outcome, o que fiz bem/ mal, como podia melhorar, o que o outro fez bem/ mal, etc). é incrivel ver como vamos evoluindo e o professor (um advogado brasileiro especializado em mediação) é uma verdadeira estrela. SAP é interessantíssimo: discutimos história e cultura dos principais países asiáticos e como isso influencia a forma de fazer negócios e trabalhar neste lado do mundo (só me chateia a quantidade de material que tenho de ler antes de cada aula...)

2 cadeiras optativas half credit: Art of Comunication, que já fiz em sessão intensiva, há três semanas atrás e Building Business in China que vou fazer no final do período. estava em lista de espera para esta última mas felizmente houve desistências e consegui o lugar! é uma cadeira de "campo" - Field Trip: 5 dias na China, a visitar empresas e a falar com expats e locals com o objectivo de ficar a perceber melhor este gigante do Mundo. yupiieee - estou num excitex por ter conseguido lugar! 2 dias em Pequim, 3 em Shanghai e depois uma semana em Singapura a escrever o relatório... ;(

terça-feira, 2 de junho de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

ainda no outro cheguei a Singy...

...e já estou a preparar o regresso

depois de uma semana à procura de casa nos arredores de Fontainebleau, lá encontrei um apartamento para dividir com a minha amiga H. fica em Thomery, uma vila francesa na margem do Sena, a 10 min de carro do INSEAD. tem um ar confortável e foi um bom negócio (quer dizer, bom negócio porque vou pagar cerca de 650 euros quando as rendas em Fonty vão até aos 1,000... - mas na verdade todo o imobiliário ali à volta está ridiculamente inflacionado pela procura que o INSEAD gera...)

é um apartamento com três quartos pequenos, numa casa de campo antiga que foi dividida em vários espaços para poder ser partilhada por vários estudantes. temos um jardim grande e espaço suficiente para uns BBQs! yupiii (estou entusiasmada com a ideia... vis ma vie d' etudiante!)


quarta-feira, 27 de maio de 2009

chegou

Singapore has first H1N1 flu case... aqui

terça-feira, 26 de maio de 2009

getting better


a HoP


os jantares ca em casa continuam a um bom ritmo. desta vez convidamos os brasileiros de singy e os novos portugueses (acabadinhos de chegar de Fonty) para um repasto muito português. havia um pouco de tudo... enchidos, açorda de marisco, salada de fejao frade, pataniscas e bacalhau com natas. estava delicioso - foi um mega sucesso! (e eu fiquei toda inchada com os elogios ao meu bacalhau, claro está)

domingo, 24 de maio de 2009

222.88.240.27

fui mais uma vitima dos piratas dos tempos modernos. ontem às 5:40 da manhã, alguém entrou na minha conta do gmail e enviou sem a minha autorização, um e-mail totalmente non sense para toda a minha lista de contactos... o único que sei dele, é um número que não me leva a lado nenhum. para a próxima vítima, aqui ficam algumas dicas sobre como resolver o problema

quinta-feira, 21 de maio de 2009

take II: porque é que nunca apareces nas fotos?

apesar deste blogue ser para voces - pais, tios, mana, amigos & toda a famelga - há mais gente que por acaso (ou não) pode passar por aqui... e a última coisa que quero é que fiquem a saber demasiado sobre mim (é natural, não?)

pode ser que dentro de uns anos haja forma de fazer um tracking mais fiável destas coisas - até la, vou fazendo o possivel para manter o "suficiente" sem chegar ao "demasiado"

quarta-feira, 20 de maio de 2009

terça-feira, 19 de maio de 2009

novo hobby

aproveitando o tempo, o mar (e os preços) de singapura. em grupo, barco para 6, 4 horas MUITO bem passadas

(era excusado dizer que depois da primeira vez aindei uma semana sem me conseguir mexer!...)

sábado, 16 de maio de 2009

Art of Communicaton

fim de semana com aulas (para variar um bocadinho)

estou a fazer um workshop de comunicação com um jornalista da BBC http://www.steveknight.tv/ . Para já o feedback é o seguinte...

+
optima projecçao de voz e presença
boa comunicação não verbal

-
"hummm..."s no inicío das frases

--> vamos ver se amanhã já está melhor!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

acabou a semana Ibérica :-(


aqui fica uma foto das aulas (durante a semana todos tiveram nomes novos... havia de tudo.. uma lili caneças, um saramago, um josé socrates, um nelson evora...) - LINDO!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

nova paragem diária

o novo i

maravilhosa descoberta

dica do pai... http://www.ted.com

segunda-feira, 11 de maio de 2009

uff... enfim, começou a Iberian Week

aqui fica a apresentação da semana (isto tem sido um verdadeiro teste à minha capacidade de liderança... fazer "dançar" 11 Portugueses e outros tantos Espanhois sem "sair do ritmo" é dose!)

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Where are INSEAD Students?

apanhados...

...a dormir nas aulas! priceless moments dos meus coleguinhas de turma durante o P1 e P2, maravilhosamente recompilados pelo Thomas

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sydney postcards

a vista do nosso apartamento (agora sim, a verdadeira!)


a costa - de Bonti Beach a Bronte

estava eu tao certinha...

...a fazer posts quase todos os dias, a ter tempo para escrever e coisas para contar :P bastou-me regressar a singapura para descambar!

sorry, queria ter contado o resto das minhas ferias mas desde segunda que voltei ao velho ritmo

os dias em Sidney foram maravilhosos... aqui fica um best of

fomos a Bonti Beach, Bronte e Tamarama - passeios a pé, brunch e um mar revolto. lindo. a fazer lembrar o Atlantico mas de um turquesa impressionante. todo o setting era um pouco mix de Cape Town e California... laid back surfers paradise meets classy houses, relaxed young atmosphere

no dia 1 recebi o meu presente de aniversário - concerto surpresa na Opera House http://www.sydneyoperahouse.com/ a Opera é ainda mais bonita por dentro: a sala de concertos, a vista das escadarias, do foyer, da varanda do bar... simplesmente breathtaking. o concerto foi lindíssimo. Sense and Sensuality - Bizet e Saint-Saëns na primeira parte e Debussy na segunda (Prelude to the Afternoon of a Faun claramente my pick).

ainda tivemos tempo para passear pelas Blue Montains, ver Koalas e Kangurus e visitar o MCA - Museum of Contemporary Art... edifício arte nova junto ao harbour. retrospectiva da Yahoi Kusama e duas de artistas australianos: I WALK THE LINE (ilustraçao) e AVOIDING MYTH & MESSAGE (artistas e o mundo literário) -- as três excelentes!

pit stop na loja do museu, brunch no Bills e regresso à Lion City... uma MARAVILHA!

H1N1

aqui em Singy ja andam todos doidos com isto também! em tudo o que é edificio fazem checks de temperatura (com os aparelhos mais exoticos que alguma vez vi). luvas brancas, mascaras verdes-agua e selos de "clear" agarrados à lapela dos casacos - o mundo asséptico no seu melhor

sábado, 2 de maio de 2009

BDay

maravilhoso dia de aniversário :)

lunch no mercado do peixe (o segundo maior do mundo depois de tokio) - peixinho grelhado, ostras, lagosta e camarão ao preço da chuva

passeio pelo CBD - St. Andrews Church, Victoria Building, Oxford Street (casaco a 13 euros e sapatos fechados a 10!)

jantar no Longrain (o preferido do R.) kingfish fillet, green curry, black sticky rice (e uma inesperada message & a bottle directamente do Rio de Janeiro...). parabéns em sorvete de limão, amigos, velas e  sorrisos

"down under"

quando comprei o voo para sidney, ha menos de 3 semanas, nao tinha bem noçao da viagem que ia fazer. mais de 7horas de voo. como cruzar o atlantico para ir ao Rio de Janeiro. mas para mim, no momento do clique, sidney era so mais um destino novo, "aqui perto", a menos de 500 euros de voo (detalhe muito importante...) - nunca mais me preocupei com o assunto...

só quando aterrei percebi que de facto, devia ter pensado mais no assunto. tive tempo para ver dois filmes e dormir. voei com mantinha e almofada. saí do aviao e congelei com o Inverno do hemisferio sul (e eu que so tinha feito a mala com chinelos e sandalias...)

enfin... cheguei ao down under (e estou a adorar! ver o link...)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

directamente de Singapura...



o filme do nosso Dash! está o maximo, apresentado pelo M. Apareço a correr, por aí... ;-)