sábado, 8 de dezembro de 2007

art basel

"THERE are art fairs, and then there is the extravaganza that is Art Basel Miami Beach. At its most basic level, it’s a five-day mega buying and selling opportunity for lovers of contemporary art; at its most over-the-top, it’s a classy see-and-be-seen bacchanalia by the beach" (NYTimes)



Imagino que a "trintona"Arte Basel (na Suiça) esteja por estes dias bem irritada com a irmã mais nova. Em pouco mais de 5 anos, a "miuda" conseguiu roubar-lhe protagonismo. Sim, Art Basel Miami Beach é sinónimo de milhares obras de arte, centenas de galerias, artistas consagrados e nomes emergentes, mas é também (e diria sobretudo) a meca do show off: litros de champange, VIP Passes impossíveis de conseguir, festas loucas nos melhores hoteis da Collins, gente hip, cool, classy

Mais do que a feira em si, "o" evento, é o que a rodeia: as pessoas, as mostras de arte alternativas, as colecçoes privadas abertas ao publico em mansões de 40 milhões de dolares, as exposições de design, os concertos, as festas.... demasiado para absorver em 1 dia e meio

Ontem à noite consegui não sei bem como ludibriar três "barreiras" de seguranças, porteiros e empregados de mesa e finalmente chegar ao jardim do Raleigh onde supostamente havia duas festas "privadíssimas" (não sei de quem - só segui as indicaçoes do Carlos e da Anne Marie..."meet us at the garden, just after crossing the hotel lobby and the restaurant"). Valeu a pena - o espaço é lindo de morrer (como vou ter saudades destes hoteis/bares/jardins...) e a experiência foi... muito.... sociológica

Para hoje, tinha planeado cobrir a exposiçao principal e ainda dar um pulo ao Design District... planos! Acabei por ficar a tarde inteira no Convention Center e com imensa pena de não conseguir ver nada da Design Miami...


Havia de tudo: os clássicos, com presença muito forte dos americanos - obras de Warhol em tudo o que era galeria - os emergentes "novos, desconhecidos" - que para estarem ali, não deviam ser muito desconhecidos, mas enfim - e os muito, muito desconhecidos

Conseguimos uma guia óptima que dispensou os Rotkos e os Picassos e nos levou directamente aos projectos contemporâneos mais marcantes - muito centrados em instalaçoes, imageboxes e videoarte, alguma coisa de fotografia (polípticos), muito pouco de escultura e nada de pintura. Parece que a tendência actual da "contradição" (nos materiais, nas formas, no significado, na função, na duração) se coaduna pouco com a pintura - it's a shame...

Acabei por sair dali um bocadinho mais culta e carregada de catálogos e revistas de arte que entretanto não resisti a comprar! Obrigaram-me a deixar a câmara à entrada... mas o meu blackberry deixou-se levar pela tentação e discretamente "captou" alguns momentos... afinal, esta bem pode ter sido a primeira e a última

Sem comentários: