domingo, 4 de novembro de 2007

o mundo são mundos

A posição inicial ‘e tão determinante que não consigo conceber UMA realidade. ‘A medida que me movo o mundo ‘a minha volta toma dimensões tao diferentes (e quantas vezes antagónicas): a Miami do T. ‘e muito diferente da Miami do N. e ainda assim nenhuma delas ‘e a Miami desta gente…


…aqui, neste autocarro imundo que cruza downtown, não consigo perceber onde estou. Por mais que olhe ‘a minha volta tenho dificuldade em acreditar que esta ‘e a mesma cidade que cruzo todos os dias… Aqui não há lugar para o azul-turquesa e para o amarelo nascer-do-sol - o que ‘e isso? Aqui seguem-se os dias no mesmo passo: 24 – transfer – 119 – transfer – metrorail - tranfer …aqui esconde-se a Miami que o Horatio nunca mostra: a da senhora cubana que apesar da tosse insistente e das mãos enrugadas fuma com altivez o cigarro que a mantém viva e silenciosamente a mata, a destes sapatos voluntariamente perdidos/ meticulosamente deixados para trás como que num pedido explicito de atenção. E ainda assim todos passam e ninguém vê...

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