sábado, 17 de novembro de 2007

motion sickness


Bem tentei*, mas de facto, grandes ou pequenos, à vela ou a motor, no Atlântico ou nas Caraíbas... barcos não são para mim!

Como a Mariazinha me explicou um dia, esta minha sensibilidade é fisiológica: há um conflito de percepções entre o ouvido interno e os olhos - sente-se o movimento mas não se vê! O cérebro interpreta estas mensagens contraditórias como alucinações e induz o vómito na tentativa de libertar o corpo da substância tóxica. Ou seja, it's not my fault!!*

Sei que é uma grande desilusão para o meu pai. Apesar de ao longo dos anos ter deixado de insitir, a verdade é que ainda guarda alguma esperança de que as filhas partilhem com ele a paixão pela vela; que sintam o mar para lá do que a praia anuncia... Para o meu pai, o mar vale per se

Mas eu não sou mulher de mar - sou mais mulher do mar. Presente de sonho? Talvez um barco no Mediterrâneo para poder ir por aí… Antibes, Santorini, Hvar, Korkula - não sei bem se o que me fascina é a imagem fantasiada do barco e a das velas brancas içadas contra o céu azul de Verão, ou a ideia de viajar sem destino e sem dono, de saltitar de ilha em ilha como Gulliver...de estar onde mais niguém está...

(Bem sei: até lá tenho de resolver a minha “hipersensibilidade” ou então render-me ao vomidrine!)


* embarquei ontem no Carnival Freedom para um mini-cruzeiro de uma noite, ou melhor, um jantar de beneficência em alto mar! O pretexto era meritório mas não consegui chegar ao fim do jantar… diz quem ficou no casino até às 6 da manhã, que a festa foi animada – acredito, mas na minha cabine também dormi que nem uma princesa, só acordei outra vez em Miami e para sorte minha, já atracada!
**desculpem-me os médicos pela falta de precisão científica... biologia não é mesmo a minha área

1 comentário:

Dad disse...

Sim. De facto,nunca conseguiste sentir o "apelo das ondas".(não me perdoo ter-te levado naquela aventura a Itaparica). Mas na vida, não pode ser-se EXTRA em tudo... eu amo-te na mesma. Kisses